Em 2025, 43% das grandes empresas já implementaram princípios de segurança Zero Trust, e outras 46% estão em processo de adoção, conforme pesquisa da Expert Insights de janeiro de 2025.
Esse cenário mostra que o modelo deixou de ser apenas um conceito e passou a ser uma realidade concreta para a maioria das organizações — o que reforça a urgência de entender como aplicar a Zero Trust Network na prática para reduzir riscos críticos.
Com a expansão dos ambientes distribuídos, do trabalho remoto e da adoção de nuvens híbridas, as bordas tradicionais deixaram de existir. Agora, cabe aos gestores e analistas de TI responder: como estruturar uma rede Zero Trust de forma prática, gradual e eficiente, garantindo resiliência e continuidade operacional?
Por que a rede tradicional não é mais segura por padrão
A maioria das arquiteturas de rede corporativa ainda se baseia em perímetro confiável, com controle limitado dentro da malha interna.
Isso significa que, uma vez dentro da rede, usuários e sistemas têm acesso amplo, cenário ideal para movimentos laterais de atacantes e ameaças internas.
A Zero Trust Network, por outro lado, parte do princípio de que nenhum dispositivo, usuário ou serviço deve ser confiável por padrão, nem mesmo dentro da própria rede.
Comparativo: Rede Tradicional vs. Zero Trust Network
Característica | Rede Tradicional | Zero Trust Network Architecture |
Confiança | Implícita após autenticação inicial | Nunca presumida, validada a cada requisição |
Segmentação | Limitada ou inexistente | Microsegmentação por função/contexto |
Visibilidade | Parcial | Total e em tempo real |
Políticas de acesso | Estáticas e genéricas | Dinâmicas, baseadas em risco e contexto |
Resposta a ameaças | Reativa | Proativa, automatizada e contextualizada |
Zero Trust Network na prática: pilares para aplicar na sua empresa
Implementar uma Zero Trust Network Architecture (ZTNA) exige mais do que adotar ferramentas, é necessário transformar a estrutura da rede para que ela responda a riscos em tempo real, seja segmentada por função e integre validações contínuas de identidade e contexto.
Pilares técnicos para construção de uma Zero Trust Network:
- Autenticação contínua e adaptativa: validação constante de identidade, local, dispositivo e risco;
- Microsegmentação da rede: separação de ambientes por função, nível de criticidade e exposição;
- Visibilidade ponta a ponta (east-west): controle sobre tráfego lateral e monitoramento granular de comunicações internas;
- Acesso com privilégio mínimo: política de “need-to-know”, com revisão contínua de permissões;
- Integração com soluções como EDR, NDR, SIEM e SOAR: para detectar e responder a anomalias automaticamente.
Boas práticas para aplicar Zero Trust Network em ambientes corporativos
Adotar a arquitetura Zero Trust Network exige visão estratégica e ação gradual.
O ideal é começar com áreas críticas e escalar conforme a maturidade da organização. Entenda como:
- Mapeamento de ativos e fluxos de dados entre sistemas;
- Implantação de políticas de acesso baseadas em identidade e contexto;
- Criação de domínios isolados dentro da rede (microperímetros);
- Monitoramento de tráfego interno com ferramentas NDR/UEBA;
- Aplicação de autenticação forte e segmentação lógica por aplicação.
Zero Trust Network: decisão estratégica para proteger o que realmente importa
Adotar uma Zero Trust Network é uma decisão estratégica de negócio.
Essa arquitetura permite responder com inteligência, visibilidade e controle, mesmo diante de ambientes híbridos, multiusuário e de alta complexidade.
Ao implementar uma rede baseada em confiança zero, sua empresa dá um passo decisivo para garantir continuidade operacional, conformidade e segurança de dados críticos.
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