O volume e a sofisticação dos ataques cibernéticos continuam aumentando de forma acelerada. Em 2025, o número global de ataques cibernéticos cresceu aproximadamente 44% em comparação ao ano anterior, à medida que grupos criminosos utilizam automação e inteligência artificial para ampliar a escala e a eficácia das ofensivas.
Esse ambiente hostil acontece quando os ambientes corporativos se tornaram mais distribuídos e complexos: aplicações em cloud, dados em SaaS, identidades fora do perímetro tradicional e integrações com terceiros ampliam a superfície de ataque e dificultam a visibilidade do que está acontecendo em cada camada do negócio.
Serviços de detecção e resposta gerenciada, como MDR e MXDR, estão em clara expansão, e analistas projetam que metade das organizações terá adotado serviços gerenciados de detecção em 2026, como resposta à combinação entre escassez de talentos e volumes crescentes de alertas.
Nesse contexto, a evolução do SOC, do modelo reativo e fragmentado para abordagens integradas de detecção e resposta, não é apenas uma tendência tecnológica, mas uma decisão crítica de negócio.
O desafio não é “ter um SOC”, mas conter impacto antes que ele escale
Ambientes corporativos se tornaram distribuídos por natureza. Aplicações em cloud, dados em SaaS, identidades espalhadas, integrações com terceiros e usuários acessando sistemas fora do perímetro tradicional.
O ataque acompanha essa lógica. Ele não acontece em um único ponto, nem segue um caminho linear e raramente se manifesta de forma explícita no início.
Quando a organização não possui uma capacidade madura de observação, correlação e resposta, o incidente só se torna visível quando o impacto já está instalado. E, nesse momento, as opções são sempre mais limitadas.
Por isso, a discussão sobre SOC precisa mudar de patamar.
Quando o SOC deixa de ser estrutura e se torna capacidade
O modelo tradicional de SOC foi desenhado para outra realidade: ambientes estáveis, dados centralizados e grandes equipes internas dedicadas à operação contínua. Para muitas empresas, esse modelo simplesmente não é viável. Mas o ponto central não é replicar esse formato.
A evolução do SOC passa por entender o SOC como capacidade de detecção e resposta alinhada ao risco do negócio, independentemente de onde ela esteja implementada, interna, híbrida ou gerenciada.
O que importa é responder antes que o incidente se propague.
Onde o SOC tradicional começa a perder eficiência
Nos ambientes atuais, o SOC clássico enfrenta limitações claras.
- Visibilidade fragmentada: Eventos de identidade, endpoint, rede, e-mail e cloud costumam ser analisados separadamente. O resultado é uma leitura incompleta da progressão do ataque.
- Excesso de ruído operacional: Quanto mais ferramentas desconectadas, maior o volume de alertas irrelevantes. O tempo gasto filtrando ruído é o tempo que falta para investigar o que realmente importa.
- Tempo de resposta incompatível com a velocidade dos ataques moderno: Quando a análise depende de correlação manual e múltiplas validações, o atacante já avançou, criou persistência ou ampliou o impacto.
Essas limitações não são apenas técnicas. Elas se traduzem diretamente em risco operacional.
XDR como etapa natural na evolução do SOC
A transição para XDR (Extended Detection and Response) não deve ser encarada como a adoção de mais uma ferramenta, mas como um avanço na maturidade operacional do SOC.
O XDR permite correlacionar sinais de múltiplas camadas (identidade, endpoint, rede, e-mail e workloads em cloud) em uma única narrativa de ataque. Isso muda a forma como incidentes são analisados e priorizados. A investigação deixa de ser reativa, a resposta ganha contexto e a tomada de decisão se torna mais rápida e precisa.
Na prática, o SOC deixa de operar alerta por alerta e passa a trabalhar com incidentes completos, entendendo como o ataque começou, como evoluiu e onde o risco é maior.
MXDR e a realidade de estruturas de TI mais enxutas
Mesmo com XDR, muitas empresas esbarram em um ponto crítico: operar segurança de forma contínua exige método, processo e experiência. Algo difícil de sustentar apenas com times internos enxutos. É aí que o MXDR (Managed XDR) se encaixa como parte da evolução do SOC.
O MXDR combina tecnologia com operação especializada, garantindo consistência na análise, investigação e contenção de incidentes. Mais do que terceirização, ele representa uma forma de elevar a capacidade de resposta da organização sem exigir estruturas pesadas.
O foco deixa de ser “quem opera” e passa a ser “o quão rápido e bem a empresa consegue responder”.
A evolução do SOC como pilar de resiliência operacional
Quando a evolução do SOC é bem conduzida, a segurança deixa de ser uma função isolada e passa a integrar a estratégia de resiliência da organização.
Isso se reflete em decisões mais rápidas, menor tempo de indisponibilidade, redução da propagação de incidentes e maior proteção de dados críticos. Incidentes deixam de ser apenas crises e passam a gerar aprendizado operacional.
Nesse estágio, segurança não é só defesa. É estabilidade, previsibilidade e continuidade.
SOC, governança e Política de Segurança da Informação: a conexão que sustenta tudo
Nenhuma evolução de SOC se sustenta sem governança. É a Política de Segurança da Informação que define o que é crítico, quais riscos são aceitáveis e quem decide em cenários de crise.
Sem esse alinhamento, o SOC reage, mas não sustenta. Com ele, a resposta ganha clareza, previsibilidade e coerência com o negócio. A maturidade do SOC está diretamente ligada à maturidade da governança que o orienta.
Como a Altasnet apoia a evolução do SOC para XDR e MXDR
A Altasnet atua apoiando empresas na evolução de modelos reativos para capacidades reais de detecção, resposta e governança, alinhadas à sua realidade operacional.
O foco não está em implantar estruturas complexas, mas em construir uma operação de segurança capaz de conter incidentes antes que eles se tornem crises, integrando tecnologia, processo e decisão.
Se a sua operação já depende de cloud e SaaS, a pergunta não é se incidentes vão acontecer, mas se a empresa consegue detectá-los e contê-los rápido o suficiente para evitar impacto real no negócio. A Altasnet pode apoiar esse diagnóstico e ajudar a definir o próximo passo mais adequado para o seu cenário.s de dados, os riscos e a maturidade operacional da organização para estruturar uma PSI aplicável, alinhada à realidade do negócio e integrada às demais camadas de segurança.



