Tendências na governança de segurança da informação: o que muda e como se preparar

27/01/26

A segurança da informação deixou de ser um tema restrito à área técnica e passou a ocupar espaço central nas decisões estratégicas das organizações. À medida que a dependência da tecnologia cresce, aumentam também os riscos operacionais, regulatórios e reputacionais associados a falhas de segurança.

Nesse contexto, a governança em TI ganha protagonismo. Não se trata apenas de definir controles ou cumprir normas, mas de estabelecer diretrizes claras, responsabilidades, prioridades e mecanismos de decisão que conectem segurança, tecnologia e negócio.

Com ambientes cada vez mais distribuídos, uso intensivo de dados, avanço da inteligência artificial e maior pressão regulatória, a governança de segurança da informação entra em um novo ciclo de maturidade. Este artigo analisa as principais tendências que estão moldando essa evolução e mostra como as organizações podem se preparar para esse cenário de forma estruturada e sustentável.

O que é governança de segurança da informação

A governança de segurança da informação é o conjunto de políticas, processos, estruturas e responsabilidades que orientam como a segurança é planejada, implementada, monitorada e aprimorada dentro da organização.

Diferente da segurança operacional (focada na execução de controles técnicos) a governança atua em um nível mais amplo, garantindo que:

  • as decisões de segurança estejam alinhadas à estratégia do negócio;
  • os riscos sejam conhecidos, priorizados e aceitos de forma consciente;
  • existam papéis e responsabilidades bem definidos;
  • métricas e indicadores orientem a tomada de decisão.

Dentro da governança em TI, a segurança da informação deixa de ser reativa e passa a ser direcionada por objetivos claros, integrando risco, compliance, continuidade e crescimento do negócio.

Por que a governança em TI ganhou protagonismo

O fortalecimento da governança de segurança não é uma tendência isolada, mas uma resposta direta às transformações do ambiente digital.

Entre os principais fatores que impulsionam esse movimento estão:

  • expansão da superfície de ataque, com ambientes híbridos, cloud e acesso remoto;
  • impacto financeiro e reputacional crescente dos incidentes de segurança;
  • exigências regulatórias mais rigorosas, que demandam rastreabilidade e evidências;
  • maior responsabilidade da liderança, que precisa responder por decisões relacionadas a risco digital.

Nesse cenário, a governança em TI torna-se essencial para evitar decisões fragmentadas, alinhar prioridades e garantir que a segurança seja tratada como parte da estratégia corporativa, e não apenas como um custo operacional.

Principais tendências na governança de segurança da informação

A governança de segurança evolui para acompanhar a complexidade do ambiente digital. Algumas tendências já se consolidam como fundamentais para os próximos anos.

Governança orientada a risco

A priorização baseada apenas em requisitos técnicos perde espaço para uma abordagem orientada ao risco real do negócio. As decisões passam a considerar impacto financeiro, operacional e reputacional, e não apenas vulnerabilidades isoladas.

Essa mudança fortalece a governança em TI como instrumento estratégico de gestão de riscos.

Integração entre governança, TI e estratégia corporativa

A segurança deixa de atuar de forma paralela e passa a participar ativamente do planejamento estratégico. A governança assume o papel de elo entre tecnologia, risco e objetivos de negócio, promovendo decisões mais maduras e alinhadas.

Pressão regulatória e responsabilidade executiva

O avanço das regulações amplia a necessidade de controles bem definidos, documentação e evidências. A governança de segurança passa a proteger não apenas sistemas e dados, mas também a organização e sua liderança, ao garantir clareza sobre responsabilidades e processos decisórios.

Uso de dados, métricas e automação para apoiar decisões

A governança moderna é cada vez mais orientada por dados. Indicadores de risco, dashboards executivos e automação de processos de monitoramento ajudam a transformar informações técnicas em insumos estratégicos para a liderança.

A automação passa a apoiar a governança, reduzindo esforço operacional e ampliando a capacidade de análise.

Governança contínua e adaptativa

Modelos baseados apenas em auditorias periódicas tornam-se insuficientes. A tendência é uma governança contínua, dinâmica e adaptativa, capaz de evoluir conforme o ambiente, os riscos e o negócio mudam.

Componentes essenciais de uma boa governança em TI

Para sustentar essas tendências, a governança em TI precisa estar apoiada em alguns pilares fundamentais:

  • definição clara de papéis e responsabilidades;
  • políticas alinhadas à estratégia do negócio;
  • gestão estruturada de riscos;
  • indicadores e métricas acionáveis;
  • integração entre áreas de TI, segurança e negócio;
  • ciclos contínuos de revisão e melhoria.

Esses componentes ajudam a transformar a governança de segurança em um processo vivo, alinhado à maturidade da organização.

Como preparar a governança em TI para os próximos anos

A preparação passa menos por mudanças pontuais e mais por evolução estrutural. Um caminho prático envolve:

  1. avaliar o modelo atual de governança e seus limites;
  2. identificar riscos prioritários e lacunas de controle;
  3. integrar segurança à estratégia corporativa;
  4. definir indicadores claros de risco e desempenho;
  5. estabelecer ciclos contínuos de revisão e aprimoramento.

Esse movimento fortalece a governança como base para decisões mais seguras e sustentáveis.

Governança em TI como pilar estratégico de segurança

As tendências deixam claro que a governança de segurança da informação é um pilar estratégico da governança em TI, essencial para proteger o negócio, sustentar o crescimento e responder a um ambiente digital cada vez mais complexo.

Organizações que investem em governança madura ganham mais clareza, previsibilidade e capacidade de decisão, transformando segurança em vantagem estratégica.

A Altasnet apoia empresas na estruturação e evolução da governança em TI, combinando soluções de cibersegurança, gestão de riscos e proteção de ambientes críticos, sempre com uma abordagem consultiva e alinhada à maturidade de cada organização.

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